segunda-feira, junho 15, 2009

O inquérito sobre a língua nos centros de ensino

Parece que a ninguém lhe cai demasiado bem esse inquérito que pretende submeter a consulta a língua vehicular das aulas nos centros de ensino. Vaia, vaia, vaia...curioso...e isso que Frijolito inventou a caralhadinha esta covencido de que "era o que o povo queria". Pois nom parece que ao povo lhe caia muito em graça o inventinho do listo de Frijolito. Até estamos a escuitar comentários do tipo de "o galego querem-no quitar, a religiom nom a quitam nem de conha". Bom, parece que ainda há alguns neste povo que polo menos cheiram as jogadas - às vezes um bocadinho burdas- desta maltinha infame.

O inquérito -torpe paripé para depois fazer o que lhes saia de dentro- nom era o que o povo queria, nom. Era o que Gloria Lago queria. O povo traga muito, é crédulo, é ingénuo, mas as vezes a manipulaçom é tam ruim que se revolta. Repartir papelinhos com respostas induzidas e perguntas tendenciosas nom é democraia, nom é escuitar ao povo. É umha tomadura de pelo. E até os parvos se acabam dando conta de quando os puteam.

10 Comments:

At 9:03 PM, Blogger O Garcia do Outeiro said...

Hai desde logo um sentimento de oposiçom franco, mas tamém é verdade que ouvim a muitos pais estar de acordo com que o galego se reduza a matéria de língua galega, já que "agora estavam dando todo em galego", magnífica conseqüência da demagogia e a manipulaçom do espanholismo na Galiza.

Umha aperta irmandinha nesta terra de tangaranho entangaranhados como o Curros Henriques dizia.

 
At 10:27 AM, Anonymous liberalgallego said...

Lo de la lengua ya es kafkiano en Galicia. Por no enfadar al lobbie nacionalista, han hecho una chapuza con el estatuto de autonomía, que es la de dar al galego el rango de lengua propia de Galicia.Lo cual es un terrible error que hemos pagado durante generaciones.Galicia no es Cataluña ni el Pais Vasco, aquí la gente no está interesada en la inmersion en gallego.En todo caso el gallego está muy bien para quien lo quiera aprender...por su propia cuenta y por sus propios medios. Afortunadamente la gente ya empieza a despertar y a rebelarse contra este absurdo. Lo que escuece en el galleguismo institucional, en todos estos que viven de la sopa boba de la supuesta defensa del idioma, es que el pueblo hable y los desautorice. Por eso tratan de impedir que se lleve a cabo una consulta que ya hace tiempo que se tendría que haber hecho.

 
At 10:41 AM, Blogger tangaranho said...

Bem está que se democratice o ensino, o que nom entendo é porquê há cousas que as há que submeter a consulta e outras nom...que fagam umha consulta sobre a pertinência da religiom na escola (som evidentes os motivos polos que essa consulta nom se vai fazer). Também haveria que ver até quê ponto o facto de que estejamos a falar de um serviço público e universal por lei fai plantejável que este serviço seja à carta até o ponto de que um pai poida condicionar em tal grao o currículo educativo. Nom sei se isso é pedagogicamente recomendável, mas dá-me que nom. Também está por demostrar que seja técnica e economicamente factível. E o que está claro é que nom é legal, tal como tu acabas de assinalar. E se o governo vai contra a lei, e fai-no a mantenta...está prevaricando ou, como dizemos vulgarmente, está a cometer umha cacicada. Por certo, parece que segundo os serviços jurídicos da CIG a consulta elude o cumprimento de várias leis. A ver como resolve o muito democrático governo galego esta papeleta.

 
At 12:27 PM, Blogger O Garcia do Outeiro said...

O kafkiano é que os próprios galegos reneguem da sua máxima e própria expressom cultural, numha manifestaçom explícita e inegável de auto-xenreira. O kafkiano é que de apague o galego e se extermine decidida e planejadamente e que o povo baixe as orelhas, mas o povo nom as baixa, tam só a massa alienada, porque já Castelao dizia que o etnocídio do galego, como matriz inesgotável de obras de arte, é muito pior ca se o governo mandasse derribar o pórtico da glória.
Vosté, como apóstata dum liberalismo mal entendido, o neoliberalismo que pom o egoísmo individual por cima da sociedade, desconhece desde logo o ecolingüismo e o que el supom, desconhece a tradiçom científico-cultural do galeguismo - e nom me refiro por galeguismo a patranha do PP ou o PSOE, mas ao da Geraçom Nós- e desconhece as correntes filológicas de Calvet, Henri Boyer, David Crystal, ou o próprio Moreno Cabrera... coitados, deixem de infestar-se por tanta bazófia glotofáxica espanholista e intere-se mais polas correntes científicas internacionais. Vale.

 
At 5:38 PM, Anonymous liberalgallego said...

La máxima de la democracia liberal es que los derechos se poseen y se ejercen individualmente y no colectivamente. Por eso es fundamental contar con la opinión de los individuos que conforman la comunidad. Las lenguas pertenecen a los individuos y no a los territorios. Los individuos deben tener derecho a expresarse en la lengua que quieran, a desarrollarse como individuos en la lengua que quieran...por eso el sistema educativo debe tener en cuenta la opinión de esos individuos. Los galleguistas marxistas (si Castelao o Vicente Risco levantaran la cabeza se espantarían con tal combinación ideológica) no entienden de eso, pues colectivismo más esencialismo nacionalista...ya se sabe, totalitarismo elevado a la enésima potencia. Hay que escuchar al pueblo, y no hablar tanto en nombre de él.

 
At 8:22 PM, Blogger O Garcia do Outeiro said...

Por isso um emigrante subsaariano nom se lhe impom o castelhano em Madrid, porque as "libertades" exercem-se indidualmente. Patético.
O povo galego aldraxado e atafegado durante séculos polo Reino da Espanha padeceu sempre a imposiçom do castelhano desde a administraçom e a educaçom assi que nom venhades agora fazendo-vos vítimas de ninguém.
Se leras a Castelao e o Sempre em Galiza comprovarias até que ponto conhece e fala do marxismo, por nom falar doutros ilustres galeguistas, muitos dos quais eram abertamente marxista, mas isso nom pode entrar nos miolos colonizados que ainda tenhem o valor de nomear a Castelao nos seus actos, vós que desejades que todos ladremos na vossa língua e logo dizedes que em Panamá e alrededores se está impondo o ingles. Desleigados e desertores do arado e da terra e o vosso nome, tangaranhos como o nome deste blogue. Vale.

 
At 11:35 AM, Anonymous liberalgallego said...

En primer lugar, para que no haya despistes, he de decir que no soy del PP. Soy católico, sí, pero partidario de un estado aconfesional (que no laico). Soy de derechas, lo que no me convierte en fascista. Y soy republicano. Quizá por eso, entre otras cosas, no sea del PP. También he de aclarar que ser republicano, no significa reivindicar la II República española, que fué un verdadero desastre y es cierto que parte de la culpa de ese desastre la tuvieron el sectarismo endémico de la izquierda y sus veleidades revolucionarias. Yo como liberal demócrata que soy, tengo por modelo la revolución francesa. También la constitución democrática de los Estados Unidos. Nada que ver con el estado borbónico, portanto. Y creo que, imitando el modelo francés, el idioma oficial de las instituciones de la República, debe ser uno y sólo uno. Por eso defiendo la supresión de toda simetría entre cualquier otra lengua y el español, que es la lengua común entre los ciudadanos libres e iguales de España.

Y ahora, Castelao. Castelao estudió mucho a Marx, a Lenin y a la Unión Soviética. Particularmente le interesó el federalismo soviético. Esto no lo convertía en un comunista. El Partido Galeguista tampoco lo era. De todas formas no os preocupéis, que no tengo ningún interés en "robaros" a Castelao ni al resto de los galleguistas. En cualquier caso, es interesante subrayar que el Castelao más lúcido, por decirlo de alguna manera ya que yo creo que iba por un camino bastante equivocado en general, nunca fué independentista.Y si algo le unía a la izquierda, que tampoco era independentista, era la defensa de la República Española.

En cuanto al marxismo, de momento diré que es un punto del manifiesto comunista bien claro y diáfano, que uno de los pasos del tránsito a la sociedad sin clases es la disolución de las identidades nacionales. Pero los nacionalismos occidentales en su versión más radical han visto en el colectivismo y en la entelequia de la dictadura del proletariado un complemento ideal para su esencialismo patriótico, en el que se trata a la nación como a un ser vivo y en el que el colectivo sustituye a los individuos, creando el mito del derecho colectivo (algo inconcebible en democracia)y además confundiendo continuamente al sujeto político inventado a su conveniencia, con el partido. Por eso digo que es un pensamiento totalitario en toda regla.

 
At 12:39 PM, Blogger tangaranho said...

Bom, agradeço-che bastante que aclares quê classe de "republicano" és, já que evidentemente repúblicas há muitas, e republicanismos também os há muito peculiares.

É certo que Castelao nom era de esquerdas, ainda que sim que era claramente anti-fascista. Nom se pode dizer o mesmo do Vicente Risco. E é certo que Castelao estudou a teoria das naçons do Staline, mas que isso nom o converte num comunista. Também é certo que o que unia ao Castelao com os comunistas e com os socialistas era a defesa de República Espanhola, agora bem, eu nom estou dacordo nisso de que "o Castelao mais lúcido" nom fosse independentista. É dizer, Castelao era um nacionalista galego, se calhar o pai do nacionalismo moderno, também era soberanista, por isso a sua defesa do federalismo, e numha última etapa sim tivo um achegamento ao arredismo. Podia ter tics essencialistas, mas o seu conceito de estado e de sociedade eram bastante modernos.

É certo também que o PCE e o PSOE nom eram independentistas, o "E" final das suas siglas já o esclarece, nom fai falta ser um génio para se dar conta. Ainda assim, nom deixa tampouco de ser certo que dentro destes partidos naqueles anos já começava a haver vozes que falavam de harmonizar a consciência nacional com a de classe: Ánxel Casal, Xaime Quintanilla, Benigno Álvarez...

O tema do Manifesto Comunista já é umha questom de interpretaçom, nom creio que Marx quando falava da disoluçom das identidades nacionais falara de que o revolucionário era que os povos submetidos se deixassem fagocitar polas suas metrópoles. De facto Marx apoiava, por exemplo, o direito de autodeterminaçom do povo irlandês.

 
At 1:13 PM, Blogger O Garcia do Outeiro said...

E logo está Lenine e o seu livro sobre o direito dos povos à autodeterminaçom. QUando Marx ataca ao nacionalismo, refere-se ao nacionalismo burguês dos estados-naçons porque esses nacionalismo nom valiam para a classe operária; mas analisando logo as luitas dos povos oprimidos sempre caminhárom em maior ou menor grau da mao do marxismo. Nom tenho de contestar ao companheiro "liberal gallego" porque el mesmo deixa bem claro como é e como pensa e qual é a cerna do seu pensamento primordial: o nacionalismo espanholista que tanto ataca aos libertadores arredismos periféricos.
Um liberalismo que serve de disfarce à ideologia neofascista do neoliberalismo, o regime mais tiránico e totalitário de quantos houvo na história como 1000 milhons de famentos, 4 milhons de nenas escravizadas sexualmente, a soberania alimentar de meio mundo desmantelada, os recursos mundiais expoliados coma Hitler o fazia na Ucraína... continuo? Porque em Adan Asmith e nos liberalistas ainda ficava a baliça do estado e o proteccionismo em maior ou menor grau; mas, agora, no império do "pensamento único" apenas existe o passo agigantado do estado-social ao estado-policial ou repressor e enquanto se enfraquecem as prestaçons sociais inçam as funçons repressivas do estado darredor dum nacionalismo neofascistoide que identifica os interesses das classes populares com os da burguesia ao redor dumha bandeira.
E si você nom é do PP porque a perfeiçom desse modelo espanholista disfarça-se de progressismo e chama-se UPyD. Tenha bom dia e a consciência tranqüila enquanto assassina a nossa cultura, a única que foi é de todos os galegos.
Nós Sós!

 
At 7:06 PM, Anonymous liberalgallego said...

Así que yo soy un lingüicida y un etnocida...pues yo que pensaba que era el propio pueblo gallego quien estaba renunciando a su lengua y ya ves, las cosas que aprende uno visitando ciertos blogs...

Pero calma. Yo no soy de UPyD, el intento de encuadrarme ahí es bueno, muy bueno, pero lamentablemente no certero. Porque la verdad es que el señor Savater es un poco mediocre; cierto es que utiliza a un nivel muy rudimentario ciertos conceptos republicanos, pero al final cae en lo mismo que otros intelectuales de la "borbonidad".

Además, yo no caigo en maniqueismos, como el de decir que Castelao era racista, o nazi...que sí lo era Vicente Risco, ojo. Lo que sí digo es que la mistificación de la cultura y los mitos "nacionales" gallegos fué un error. En España tenemos que seleccionar, tenemos que afinar para acabar de construir esa casa común que es nuestra patria. Bajo los principios de Libertad, Igualdad y Fraternidad. En cuestiones lingüísticas, tirar por el camino que nos une. Enfin...

Lenin, Lenin...el amigo Lenin...padre político del no menos amigo Stalin...vaya par de dos...y lo que construyeron esos dos fué socialismo? Vosotros veréis, no os ponéis de acuerdo ni entre la gente de izquierdas. Pero la Revolución Rusa derivó al final en un remedo en tonalidad roja del imperio zarista...o no? Pensad, amigos míos, pensad...

...yo diría que sí, pero quizá alguien me pueda hacer caer de la burra. Para mí que aquello fué un delirio nacionalista ruso, con literatura marxista de pretexto.

Pero volviendo a la cuestión lingüística, a mí me llama muchísimo la atención que sigáis porfiando en esa apelación continua al pueblo y sus derechos y queráis sabotear una oportunidad que tiene el pueblo de hablar...porqué no dejáis que el pueblo hable, para ver si os da o no la razón?

Yo os daré una pequeña pista sobre lo que puede pasar: Feijoo ganó las elecciones gallegas prometiendo que derogaría el decreto del gallego.

 

Postar um comentário

<< Home