terça-feira, abril 25, 2006

Monarquias, repúblicas, futuro da humanidade

Quando nos chegam notícias de que o tirano Gyannendra accede a reestaurar o parlamento nepalí, o que esperemos seja o começo do fim para a monarquia feudal que este impresentável encabeça, quando hoje celebra aniversário umha República vizinha, a do irmao Portugal, reanudo a minha actividade blogueira, um bocado abandonada ultimamente...a vida política e laboral merma o meu tempo livre.
Comentar que ontem estivem numha mesa redonda no Centro Social Atreu, que se celebrou baixo o título "II República, presente e perspectivas", na que participarom Maurício Castro por NÓS-UP, Miguel Queipo por El Militante, Roberto Laxe por Corrente Vermella e Martín Naya polo Comité de Loita Popular. Nom teria tempo de reproduzir e analisar pormenorizadamente as intervençons que lá se derom, sim devo dizer que foi interessante por vários motivos. Fundamentalmente, diria que foi umha boa ocasiom para medir quais som as sensibilidades da esquerda revolucionária espanhola e do independentismo galego de cara ao confronto da crise do regime espanhol. Parece que há umha crescente mas tímida assunçom por parte de alguns colectivos estatalistas da necessidade de assumir a autodeterminaçom das naçons oprimidas como umha meta necessária e irrenunciável. Tímida e de umha progressom lenta, porque ainda puidem ver algum tic furiosamente espanholista e algumha intervençom que seguia na posiçom catequizadora inamovível de partido de ámbito estatal, único, centralismo democrático, etc. Mas foi interessante, porque puidem conhecer um bocado mais do movimento que se está a artelhar na Espanha a favor da III República e das contradicçons existentes entre a esquerda estatalista sobre como formular a tal III República...primeiro umha república burguesa e depois o socialismo, ou directamente a República Socialista? O que tenho bem claro é que na burguesia espanhola nom há hoje o potencial revolucionário que noutros tempos houvo. O cadro que nos podemos atopar hoje na Espanha, nom se parece em nada ao de 36. Neste sentido, pareceu-me interessante o ponto discordante que El Militante puxo a respeito do movimento pola III República, dizendo que nom era admissível esse reivindicar a República sem mais, sobretudo tendo em conta que nom era em nengum caso umha luita interclassista. Ainda tenho entom que lhe perguntar ao companheiro Queipo, como é que entom apoia Chávez tam afervoadamente; parece bastante ingénuo pensar que Chávez poida ser comunista ou socialista sequer.
Por outra banda, mais ou menos umha polêmica parecida houvo a respeito da assunçom da reivindicaçom da autodeterminaçom; em quê forma, quê cabimento poderia ter? Em quê prazo, em quê seqüência? Sempre batemos com esse internacionalismo falso e refém das fronteiras estatais, que só conceve as vanguardas nos centros metropolitanos. Qual é o sujeito revolucionário na Galiza, esse é o verdadeiro miolo da diferença entre os marxistas que advogam por forças políticas próprias desde as que fazer a revoluçom e os que dim que há que luitar desde partidos espanhois.

1 Comments:

At 12:05 AM, Anonymous F. Miguez said...

Eu estou un pouco farto de que argumenten a incompatibilidade do nacionalismo co "internacionalismo" do socialismo; sobre todo, cando o fan socialistas "de toda la vida" como Paco Vazquez.
A cousa é ben sinxela, cando se forxaron os ideais socialistas, o capital estaba fortemente vinculado ós poderes de cada estado, de ahí que se plantexase a necesidade de unir as forzas de tódolos obreiros do mundo e demáis.
Sin entrar e incoherencia con aquela solidaridade internacional, o socialismo ou calquera idea política de esquerda, ten que asumir que o escenario actual é totalmente diferente: o grande poder está nas empresas transnacionais e no comercio internacional. Por tanto, o reto actual da esquerda está en saber actuar localmente, en cada estado, nación ou concello si fai falla para defender os intereses das persoas frente ós dos grandes negocios. Iso, repito, sin renunciar á solidaridade e o entendimento entre rexións.
Moito lle queda que actualizar ó pensamento progresista, creo eu.

 

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