terça-feira, abril 04, 2006

O AVE e as bandeiras

A nova regueifa dialéctica entre BNG e PSOE é altamente enganosa. Explico-me. O BNG qualifica de tomadura de pelo o baile de datas que está a haver a respeito dos prazos de execuçom do AVE e o Francisco Rodríguez pede ao Presidente da Xunta firmeza neste tema perante a ministra espanhola do ramo, Magdalena Álvarez. O Emilio Pérez Touriño, nom encaixa bem a crítica e manda-lhe ao Francisco Rodríguez um recado com bastante má óstia: que o PSOE nunca queimou nengumha bandeira e que agora nom precisa envolver-se numha bandeira galega. Umha clara alusom a uns incidentes nos que estivo mesturado o Francisco Rodríguez anos há, quando o BNG recebeu os restos de Castelao desde o outro lado da barricada e o governo "aliancista" de Albor montou umha marcha triunfal a costa do cadáver do polígrafo rianjeiro. O deputado galego em Madrid e mandamais da U nom se corta em lembrar quem foi e quem é Touriño...e certamente nom lhe falta razom ao precisar que o Touriño, indivíduo sem dúvida nefasto, nunca se caracterizou por defender a Galiza desde o governo central, quando fixo parte dele.
E eu nom teria problema em pôr-me da parte do político ferrolano se nom for porque acho que o BNG mente ao povo galego no que di respeito da trascendência que tem o AVE para o desenvolvimento da Galiza e o bem - estar de galegos e galegas. O AVE vem a ser um exponhente de um modelo de caminhos de ferro com o que nom estou de acordo; como alguém dixo, quem for de Madrid a Sevilla de comboio, há de saber que tipo de pessoal vai no AVE. O problema da Galiza neste momento é o claro pioramento das condiçons de vida do povo, e se ainda por cima vamos partir-nos a cara por transportes caros e confluir com os planos ultra-liberalizantes e elitizantes de PP e PSOE...ao único que vamos contribuir é a fazer da Galiza um lugar ainda mais fodido para viver.
Polo demais, é óbvio que Touriño é um indivíduo bastante indigno, sem autoridade política e com um carisma prefabricado que tira pa'trás. A sua incapacidade para fazer calar a Paco Vázquez dá a medida de quem é, mas quando desde Madrid o comecem a deixar em calçons ao melhor é quando o povo se decata do autêntico bluff que é...a pena é que a tensom venha por aí, precisamente, por umha questom a respeito da qual a postura do nacionalismo, de todo o nacionalismo, tinha que ser outra.

1 Comments:

At 7:12 PM, Anonymous F. Miguez said...

Ben, xa vamos sendo algúns, os que opinamos que o AVE é un invento que podían meter no... túnel.
Ademáis de ser socialmente inxustificable en Galicia, o único progreso técnico que supón é a maior velocidade, respecto ó tren convencional, porque contra o avión, nunca terá nada que facer, (nin siquera en precios, si houbese unha política de voos de baixo custe dentro da península). Polo demáis, todo son pegas: maior consumo enerxético, maior precio, e, sobre todo, maior impacto ambiental por requerir unha maior obra civil. Pero ahí foi onde batemos co interese que ten o AVE, a inxente obra civil. Lástima que a xente se cegue cos flashes, no canto de buscar luces.

 

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