sábado, março 05, 2005

Valso de paredes brancas

Um poema de Mário Herrero. Dedicado aos amigos e amigas que continuamos a fazer polo blogomundo. Saudaçons a Alba e a Xávi.


Valso de paredes brancas

deportado no paraíso,
a navegar sobre algumas páginas
de um livro a meio fazer:
eles e outros, ela e uma adaga
aqueles a morrer, apoteose dos homens
justos e os cadáveres a bailarem
um valso de paredes brancas,
paredes brancas e uma espada rota
prosseguindo o inferno:
näo queres bailar neste cárcere de ouro,
paredes brancas perseguindo a salvaçäo
do carrasco, paredes brancas e a proibiçäo
de morrer como um menino que caminha
seguro, e a figura odiosa detrás, como
uma parede branca, como uma página
de um livro a meio fazer, como
uma parede branca, como uma parede branca,
como a mulher que pudem ser

5 Comments:

At 11:45 PM, Blogger mariah1979 said...

Gostei dessa parte: "como
uma parede branca, como uma página
de um livro a meio fazer, como
uma parede branca, como uma parede branca"

 
At 12:37 AM, Blogger Loba said...

Vc co tinua fazendo belas escolhas, menino! A simbologia da parede branca é forte como é forte o nada, o inacabado... Muito belo o poema, viu? Beijocas

 
At 12:37 AM, Blogger Loba said...

Vc co tinua fazendo belas escolhas, menino! A simbologia da parede branca é forte como é forte o nada, o inacabado... Muito belo o poema, viu? Beijocas

 
At 12:38 AM, Blogger Loba said...

Vc continua fazendo belas escolhas, menino! A simbologia da parede branca é forte como é forte o nada, o inacabado... Muito belo o poema, viu? Beijocas

 
At 4:49 PM, Blogger Ehus Mahot said...

Responso por umha academia
Xace eiquí unha Academia.
De nena atacouna a anemia
i acometeulle a diglosia.
Sempre foi inmovilista
e, ¡como non!, bilingüista.
Viviu en pura ortodosia
de costas pró seu país.
¡Sufriu arteroesclerosia
e morreu dun paralís...!

Manuel Maria. Responso por unha academia (Cantos rodados pra alleados e colonizados. Edicións Xistral. Colección Alexandre Bóveda. 2. Ponte Vedra. Maio de 1976. I.S.B.N. 84-85271-02-5).

Como parece ser que os gardans das esências pátrias, por meio de algumhas das suas diversas, varias e diferentes, organizaçons, vam estar sacando em processom, baixo pálio, a Manuel Maria todos os dias, domingos, santos e festas gardar incluidas, até que se cumpram os dez anos do seu passamento e podam convencer a um número suficiente dos membros da RAG para que lhe dediquem o Dia das Letras, e que parece que vai ser impossível escapar desta febre delirante de manuelmarianismo irracional, decidimos recuperar hoje este poesia sua, dedicada à essa academia empenhada em ser acadêmia, à que, por certo, ele, finalmente, accedeu, fazendo parte da mesma na sua última época. Cousas da vida!, que diria o Santo da mómia com a que já há tempo que poderiam estar feitas as croquetas.
Nós proponhemos que esta poesia se convirta no hino dos blogues galegos e reintegracionistas que no cibermundo, ou no blogomilho, som.

Outro dia faleremos do tema da normativa. Ainda que hoje quase o fazemos ; )

 

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