Valso de paredes brancas
Um poema de Mário Herrero. Dedicado aos amigos e amigas que continuamos a fazer polo blogomundo. Saudaçons a Alba e a Xávi.
Valso de paredes brancas
deportado no paraíso,
a navegar sobre algumas páginas
de um livro a meio fazer:
eles e outros, ela e uma adaga
aqueles a morrer, apoteose dos homens
justos e os cadáveres a bailarem
um valso de paredes brancas,
paredes brancas e uma espada rota
prosseguindo o inferno:
näo queres bailar neste cárcere de ouro,
paredes brancas perseguindo a salvaçäo
do carrasco, paredes brancas e a proibiçäo
de morrer como um menino que caminha
seguro, e a figura odiosa detrás, como
uma parede branca, como uma página
de um livro a meio fazer, como
uma parede branca, como uma parede branca,
como a mulher que pudem ser

5 Comments:
Gostei dessa parte: "como
uma parede branca, como uma página
de um livro a meio fazer, como
uma parede branca, como uma parede branca"
Vc co tinua fazendo belas escolhas, menino! A simbologia da parede branca é forte como é forte o nada, o inacabado... Muito belo o poema, viu? Beijocas
Vc co tinua fazendo belas escolhas, menino! A simbologia da parede branca é forte como é forte o nada, o inacabado... Muito belo o poema, viu? Beijocas
Vc continua fazendo belas escolhas, menino! A simbologia da parede branca é forte como é forte o nada, o inacabado... Muito belo o poema, viu? Beijocas
Responso por umha academia
Xace eiquí unha Academia.
De nena atacouna a anemia
i acometeulle a diglosia.
Sempre foi inmovilista
e, ¡como non!, bilingüista.
Viviu en pura ortodosia
de costas pró seu país.
¡Sufriu arteroesclerosia
e morreu dun paralís...!
Manuel Maria. Responso por unha academia (Cantos rodados pra alleados e colonizados. Edicións Xistral. Colección Alexandre Bóveda. 2. Ponte Vedra. Maio de 1976. I.S.B.N. 84-85271-02-5).
Como parece ser que os gardans das esências pátrias, por meio de algumhas das suas diversas, varias e diferentes, organizaçons, vam estar sacando em processom, baixo pálio, a Manuel Maria todos os dias, domingos, santos e festas gardar incluidas, até que se cumpram os dez anos do seu passamento e podam convencer a um número suficiente dos membros da RAG para que lhe dediquem o Dia das Letras, e que parece que vai ser impossível escapar desta febre delirante de manuelmarianismo irracional, decidimos recuperar hoje este poesia sua, dedicada à essa academia empenhada em ser acadêmia, à que, por certo, ele, finalmente, accedeu, fazendo parte da mesma na sua última época. Cousas da vida!, que diria o Santo da mómia com a que já há tempo que poderiam estar feitas as croquetas.
Nós proponhemos que esta poesia se convirta no hino dos blogues galegos e reintegracionistas que no cibermundo, ou no blogomilho, som.
Outro dia faleremos do tema da normativa. Ainda que hoje quase o fazemos ; )
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