segunda-feira, janeiro 16, 2006

No jardím dos meninos nom se fala galego

Vimos de assistir a umha notícia recente que, se calhar, para muitos nom tem qualquer importáncia. É possível que até a maioria dos cidadaos e das cidadás da Corunha nem repararam na sua trascendência. A imprensa corunhesa vem de anunciar a apertura no bairro da Sapateira do primeiro infantário que dará umha educaçom "bilíngüe" às crianças lá matriculadas.Naturalmente, essa educaçom "bilíngüe" será em inglês e...em castelhano. Estas crianças vam receber os primeiros conhecimentos, vam ter as primeiras experiências sociais fora da família em inglês e castelhano, sem passar para nada polo galego. Tendo conta que o Kid's Garden, que assim se chama o centro, será mais bem para famílias de poder adquissitivo meio-alto - já se sabe como está o tema da oferta educativa na Corunha - é previssível que umha esmagadora maioria destes meninos e meninas já provenham de ámbitos familiares onde a língua galega nom entre por via nengumha, mas eu quero recordar que, enquanto nom mudarem as cousas estatutáriamente, o galego segue a ser a língua própria da Galiza. E o que nom pode ser é que autoridades a nível autonómico e autárquico, como foi o caso, colaborem na posta em andamento de projectos que simplesmente ignoram a língua galega. É que pode ser concevível que umha criança medre nos seus primeiros anos sem saber que está na Galiza?
Antes de se preocupar tanto polo inglês, porquê nom ponhem os poderes públicos polo menos umha migalha de interesse em resolver um problema que continuam a ter muitos pais e nais na Galiza, a saber, que nom lhes podem dar aos seus filhos umha educaçom em galego?
Parece-me muito revelador o entusiasmo que puxo o governo autárquico e o que puxo o poder autonómico em colaborar com este projecto...é este o modelo de educaçom que defende o PSOE? Se esta é a esquerda, nom quero nem imaginar como será a extrema direita...

1 Comments:

At 10:58 PM, Anonymous elvira said...

Tristemente é así. A escola segue a ser unha das grandes culpábeis da desgaleguización das nosas crianzas. E o galego segue a ser visto por moitos como unha lingua de pailáns, coma unha manifestación do folclore. Unha vergoña.

 

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