Poema de Ramiro Vidal
Onde foi parar a tua essência? A lembrança diluida que me desgarra, a lategada persistente da tua ausência, a badalada impertinente do desfile implacável cara a demência. Esse relógio, patíbulo infame da esperança!!! A minha razom alcança na dor a ver o abismo e a morte a velar com a sua lança na porta da morada. Quiçá a quietude desejada, a minha memória apagada, desaparecer desta trovoada.
Mas olhar a condenaçom cadenciosa e sublime dos teus lábios e o cabelo no zelo de umha noite acessa, deixa-me a vontade da vida presa. O beijo de sol e lene vento, a louçania do fiuncho e o fento, nesses olhos a chamada do mar certo e, no lado obscuro, perversa, sempre perversa.

1 Comments:
A ti pásache coma a min: que aínda non controlo ben o couso este e despois publico as cousas dúas veces ;)
Oh! que sorte tiven (temos todas/os as/os que te lemos) que puxeches algúns poemas... Pois a seguir que por aquí aínda non fartamos. Beijinhos.
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