segunda-feira, dezembro 12, 2005

Debate político, por suposto.

Voltamos ver nos foros da internet a intromissom dos detractores da selecçom galega insistindo com os seus pobres argumentos contra a celebraçom do jogo do dia 29 em Sam Láçaro. Que se nom há jogadores, que se ridículo cantado, que se nom sei o quê mais por diante. É um absurdo que parece incrível que siga dando discusom nesta altura. Digo eu que, quem nom seja partidário da selecçom galega e pense que a experiência vai ser um fracasso, o lógico é que deixe correr o assunto e que quem tenha feito esta aposta se esnafre. A mim particularmente dá-me igual se há jogadores de qualidade ou nom os há – o que sim que há é jogadores dispostos a jogar, e se nom é na primeira divisom é noutras categorias – e também me dá igual se a selecçom galega no jogo do dia 29 contra Uruguai ganha ou perde por goleada. E aliás os detractores da selecçom estám introduzindo argumentos que nom som o debate real. O debate real é político, o que se passa é que se os que por motivos políticos estám em contra da selecçom galega manifestam publicamente as suas verdadeiras razons para manter a postura que mantenhem, perdem o debate. Porque entom vam ter que explicar porquê apoiam em Andalucia ou Cantábria o que aquí rejeitam.

Eu penso que a selecçom galega o 29 até pode ganhar, mas isso nom é o problema. O problema é que igual que durante a era Fraga nom havia selecçom galega por motivos puramente políticos, hoje há selecçom galega também por motivos políticos. Isso sabem-no perfeitamente os que agora andam a envenenar e desacreditar. Sabem o que significa um estádio cheio com 15.000 pessoas a cantar o hino galego, ondeando bandeiras galegas, animando a selecçom galega...e sem a presença da bandeira espanhola por nengumha parte. Até será mais fácil ver umha bandeira portuguesa que umha espanhola. Esse é o verdadeiro problema. O espanholismo vê na celebraçom desse jogo umha manifestaçom nacionalista subvencionada. Pois em certa maneira, nom se pode negar que será assim, o que se passa é que a mim particularmente me dá igual, porque o que tampouco se pode negar é que quem mais instrumentaliza actos públicos para fins partidistas neste país é o PP. Assim que, como ninguém está nesse sentido livre de pecado, nom me parece tam grave que agora se celebre um acto com dinheiro e recursos públicos, ainda que esse acto só satisfaga a um sector muito concreto da populaçom.

1 Comments:

At 4:12 PM, Anonymous T. said...

Um abraço, daqui, de Lisboa, num belíssimo e frio dia de outono.

 

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