quinta-feira, março 24, 2005

Soberania pessoal

O post anterior nom o fixem porque me sentisse ofendido polas palavras do Antônio Gil Hernández. Unicamente pretendia dar acuse de recibo das críticas que sem dúvida circulam sobre a minha iniciativa. Dá-me a sensaçom de que @s companheir@s da Incomunidade nom perceberom bem parte do post de ontem, e nom me estranha. Para quem nom conheça a sequência dos acontecimentos, seguramente as primeiras linhas terám resultado desconcertantes. Como já dixem, tratava-se de umha mensagem aparecida na lista da Assembleia da Língua. O remetente era o Antônio Gil Hernández e referia-se a umha mensagem minha anunciando o acto de apresentaçom de "Botar o mar polos ollos". Eu optei polo silêncio na Assembleia da Língua, porque total para lhe dizer que o tema me parecia pouco opinável, quase melhor ficava calado. Há silêncios mais expressivos que qualquer discurso.
Temos falado sobre a questom normativa e o que isto condiciona as relaçons entre escritores de umha maneira bastante frequente e cumprida eu e mais Alicia. Também o tenho feito com certa frequência com Elvira. Som duas pessoas nas que acredito. Som duas pessoas cujo trabalho admiro. Som duas pessoas às que quero com delírio. E som duas pessoas com as que tenho as minhas discrepáncias em muitos temas, mas com as que me unem tb muitas cousas. O que nom se pode negar é que som pessoas conseqüentes. O que resulta innegável é que som duas grandes poetas. E merecem publicar, e ganhar prémios, e ter o reconhecimento do público e da crítica. Por isso eu as defendo e as apoio desde as minhas modestíssimas possibilidades. E pido respeito para elas.
"Botar o mar polos ollos" é um grande poemário. E eu sinto-me orgulhoso de estar a organizar a apresentaçom na Corunha. Eu som-vos assim. Para mim, mais importante que os aplausos e a aprovaçom dos e das demais é sentir que fago o que quero fazer. Que acredito no que fago. Eu acredito em Alicia Fernández, no que fai. Nom poido dizer o mesmo de todas as pessoas que conhecim no mundo das letras.
E tudo isto fago-o porque me dá a gana. É o mais bonito de tudo. É um exercício de liberdade. Nom sei se isso será "fazer o parvo". Eu penso que nom.
Ainda que, se calhar, os que, segundo alguns, fam o parvo, som @s companheir@s da Incomunidade. Eu penso que tampouco. Que simplesmente decidirom apostar por Alicia pola sua qualidade. Tal como já manifestarom. E outra cousa é a postura que na Incomunidade tenham sobre o conflito lingüístico na Galiza. E a percepçom que se tenha em Portugal deste tema, quando há percepçom, que às vezes nem a haverá. Já dixem antes que, como reintegracionista, preferiria que o mundo da cultura alí tivesse claro que aquí falávamos português. Claro que nem sequer aquí os que defendemos a língua estamos de acordo nisso. Assim que, tampouco lhe vamos exigir aos portugueses o que nom somos capazes de conseguir aquí.
Espero, portanto, ver-vos o dia 2.

8 Comments:

At 1:18 PM, Blogger alberte momán said...

'Facede o favor de non chamarme tolerante':
eu pouco podo dicir, que son dos malos, pero case que me vou decantar pola soberanía persoal do Ramiro, entre outras cousas porque incide nun aspecto que eu considero interesante, a convivencia. explícome antes de que me odiedes aínda máis (que xa parezo do psoe). Unha das razóns que existe para o desprezo do reitegracionismo é o descoñecemento (están, claro, os pseudoculturetas, que xa se sabe), para os que escriben pode que sexa a espontaneidade, á hora de crear algo o primeiro que xurde é o que vale, e a normativa que sae é a máis oficial, que non sempre.
Ante estas dúas razóns, o mellor é rachar prexuizos por medio de argumentacións que sosteñan a firmeza dunha postura, e para iso cómpre o debate cara a cara de todas as partes.
altrimenti, mio caro, se cada un tira pola súa conta imos ter un país cun cento de normativas a darse de hostias entre si sen chegar a comunicar nada.
grazas por non cuspir.

 
At 2:01 PM, Blogger tangaranho said...

Eu simplesmente defendo a minha opçom, que é a reintegracionista. Eu penso que cada vez há umha maior bipolarizaçom entre as duas vias, e a maior prova disso é a desapariçom dos "mínimos reintegracionistas"

 
At 8:50 PM, Blogger incomunidade said...

li atrasadamente este post, em verificação do atraso mental do teu companheiro de grupo yahoo. até o yahoo é lamentável, quanto mais o teu companheiro. Não há nada a comentar porque o teu camarada não tem ideias. É pena. A única coisa a discutir é a ideia caso habite a casa (corpo) dos cromos que abundam bos grupos e nos yahoogroups.Tenham ideias, pelo menos! que miséria! Parvos, os únicos, são os que não têm ideias nem corpo para a sua prática. Deixo-os entregues ao saramago e quejandos. que tristeza sans espoir! allez-y. eux! Not me. Os prestígios, meu caro, sobretudo depois do Prestige, são o que são. Porque não se dedica cada um a fazer de não-si? Demasiado ego, pouca Galiza.

 
At 9:12 PM, Anonymous do-ente said...

tanto egocentrismo sem consequencia. Ninguém é dono de ninguém. Ninguém é dono de Alizia. A poesia não tem dono. todos os poderes não gostam de poesia. quem pensa sobre isso? O tal de Hernandez, o que quer? milho para as suas masturbações? Quem quer ser proprietário? quem quer ser filho da puta? quem quer mandar na cabeça dos outros? P'ró caralho com os mandantes e demagogos.

 
At 10:04 PM, Blogger incomunidade said...

Quem abusa de um a(c)utor? Compromete o (hiper)texto? O (in)contido? Deambula? Como um guru? Se apropria? Da voz (o inadiável)? Quem se furta ao verbo? A clarividência do excesso? Torna obtussa a eloquência da(ex) propiação? Enuncia o que explicita?

 
At 10:04 PM, Blogger incomunidade said...

Quem abusa de um a(c)utor? Compromete o (hiper)texto? O (in)contido? Deambula? Como um guru? Se apropria? Da voz (o inadiável)? Quem se furta ao verbo? A clarividência do excesso? Torna obtussa a eloquência da(ex) propiação? Enuncia o que explicita?

 
At 10:04 PM, Blogger incomunidade said...

Quem abusa de um a(c)utor? Compromete o (hiper)texto? O (in)contido? Deambula? Como um guru? Se apropria? Da voz (o inadiável)? Quem se furta ao verbo? A clarividência do excesso? Torna obtussa a eloquência da(ex) propiação? Enuncia o que explicita?

 
At 1:10 PM, Blogger incomunidade said...

amiga do_ente:
Vejo que continuas com as neuroses-psicoses. Mas gostava muito de conhecer os teus últimos trabalhos fotográficos. ainda trago na boca as imagens fantásticas da tua islândia.
alberto

 

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