quarta-feira, maio 09, 2007

Vários...

Acontecerom umhas quantas cousas desde a última entrada. A manifestaçom em defesa do território foi valorada polas organizaçons convocantes como um relativo éxito, tendo em conta o nom apoio do BNG, de EU e das principais centrais sindicais. Nom tivo o nível de concorrência que tivera a manifestaçom contra os incêndios do ano passado, mas francamente é preferível assim que ter que enfrentar-se aos quadros do BNG pola "titularidade" da convocatória. Agora a questom é se o governo autonómico toma nota ou nom.
Outro acontecimento de certa importáncia, ainda que de aí nom se vai derivar situaçom revolucionária nengumha, nem muito menos, é a vitória do SNP nas eleiçons autonómicas escocesas. Sempre pensei que o processo de libertaçom nacional mais avançado na Europa Occidental era o irlandês, mas provavelmente estava errado; a reunificaçom da Irlanda nom parece um futurível a curto prazo, e por contra os nacionalistas escoceses sim que parecem bastante seguros de que o actual cenário político é a antesala da autodeterminaçom. A própria imprensa internacional o di, claro que se o independentismo do SNP nom mete medo é porque de anti-sistémico nom tem nada. Veremos como incide a evoluiçom de Escócia nos próximos anos na evoluiçom de outros conflitos nacional-identitários como o basco ou o flamengo, desde logo às naçons sem estado da zona nom nos é indiferente que se crie um precedente ou que nom.
Também está a anulaçom de várias candidaturas da esquerda abertzale para as eleiçons autárquicas em Euskadi e Nafarroa, sob o pretexto de que "estám contaminadas". O razonamento para anular as candidaturas é bastante peregrino desde o ponto de vista jurídico. Nem na Constituiçom nem na Lei de Partidos pom por parte nengumha que a ilegalizaçom de umha força política signifique a perda de direitos civís por parte de quem foi militante dessa força política ou simplesmente concorreu numha lista dessa organizaçom numhas eleiçons. Que um senhor que foi numha lista de HB em 1990 vaia agora noutra lista, nom significa que essa lista seja Herri Batasuna...vaia, é que por essa regra de três, também haveria que anular listas de Aralar, do PNV, e até do PSOE e do PP. Estas anulaçons violam os princípios fundamentais do direito e nom resistiriam um recurso perante um poder judiciário reralmente independente. Dentro de pouco, para poder ser candidato, vai haver que apresentar na Junta Eleitoral umha árvore genealógica que certifique a tua pureza de sangue. Como tenhas um parente que militara em Herri Batasuna, ou em Euskal Herritarrok, ou em Batasuna...vas dado!!!
E por último, desejar todo o sucesso aos trabalhadores e trabalhadoras do naval em Vigo. A classe operária viguesa está escrevendo páginas muito aleccionadoras para o movimento operário ultimamente. Que isto continue assim, e que alcancem os seus objectivos.

2 Comments:

At 5:22 PM, Anonymous a randeeira said...

Vergoña tiñan que sentir os que privan os cidadáns de dereitos fundamentais e logo presumen de demócratas.

 
At 7:06 PM, Blogger FraVernero said...

Bon, o escenario está complicado... A lei de partidos debería ser derogada, mais non vexo ao PESOE moi pola labor... que o proceso de paz esté estancado tampouco axuda...

Certo é que o de Escocia non cheira a situación revolucionaria, mais sempre é bo rachar co estado-nación, e fica un bo exemplo propagandístico co que argüír nun futuro...

 

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