segunda-feira, novembro 15, 2004

Versos no clamor da batalha

Com ruído de obuses e botas militares em todo Oriente Próximo, com conflitos bélicos a ponto de explodir em meio mundo, quero lembrar estes versos que um dia aparecerom publicados num caderno editado em solidariedade com um de tantos valentes que um dia, neste país, lhe dixerom nom ao exército e a maquinária militar. Neste caso trata-se de Carlos Morais, mas som tantos os nomes prórpios que saltam trás a palavra INSUBMISSOM...Carlos Sánchez Crestar, Chano Luengos, Alberto Naya, Joseph Ghanimé, Ernesto López Rei, Ramiro Paz, Elías Rozas, César Aguiño, Pasky, Goldi, Júlio Asier Rodríguez, Miguel Anxo Abraira...muitos deles forom, como digo, auténticos valentes que se fixerom ojectores de consciência num estado em guerra, porque falo em muitos casos de pessoas que lhe fixerom frente à maquinária militar do estado espanhol quando a primeira guerra do Golfo, quando aliás o mundo capitalista nom estava dividido a respeito desse tema e havia unanimidade entre os mais fieis servintes dos USA em aprezar a necessidade de bombardear o Iraque. Este poema, sem ir mais aló, sem se meter noutras disquisiçons, fala da guerra, do momento terrible da guerra, das sereias que soam e nuns minutos, o ceu arde. Escreveu-no alguém que, hoje por hoje, é conhecido por outras questons, mas polo que parece alá polos noventa escrevia versos e nom o fazia mal. Estes versos de Anxo Quintela, servem para dar sentido a este post, um post de protesto contra a guerra imperialista, contra as guerras que nos monta o capital. Versos no clamor da batalha.
Para acabar con todo

Para acabar con todo non fixamos
Hora ninguna. Veunos dada a cifra
Ignorada da grande conxunción.
Nun só segundo, tódalas alarmas
Da cidade saltaron no alarido
Mais agudo que nunca se escoitara.
Como atraídos polo riso bébedo
Duns ratos xigantescos, os que amarom
Un día o soño e a palabra, armados
De sombra e da memoria dos fracasos,
Entregáronse ó rezo e á pillaxe.

1 Comments:

At 1:02 PM, Blogger alberte momán said...

sirva logo de lembranza.

 

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