Contra todo pronóstico, um poema de amor.
Já sabedes que nom me prodigo muito neste tipo de poemas. Mas este é dos poucos que tenho escrito e dos que fiquei minimamente satisfeito...
O PORTO DA TUA FACE
O porto da tua face à luz do gas é o melhor naufrágio para a minha sede.
Eu procuro paz em ti se os teus faros me abrem o cantil no que já quero ir morrer.
O frio da noite inunda-me e já nom posso…
Ao final da obscuridom, sei que estám os teus olhos
Mas a noite enveste e me afunde,
A noite enveste e me afunde,
Enveste e me afunde…
E me afunde…
E quero ganhar a costa, com tanta noite fria a abalar o meu pobre pailebote
E a tua face ao fundo, alá longe, tam confusa…
E eu navego e me debato a procurar um sinal…e nom sei se chega…
Promete-me que vai amanhecer…
E que daquela hei chegar…
Àquele porto anseiado.

5 Comments:
e se non hai peirao facemolo nos.
Olá...
Pssei por aqui para avisar q estou "postando" em outro endereço:
www.regurgitacao.theblog.com.br
Passe por lá...
Beijo da Déia
Puxa! Um poema destes e vc diz não ser afeito a poemas de amor? Dá pra mim então, ué! rs... Tá lindão, menino! Amei. Super beijos
Lindo poema meu doce amigo...parabéns
Bjs
Debinha
un dos teus mellores poemas amorosos, acho
... enveste e me afunde
(beixos)
Postar um comentário
<< Home