terça-feira, outubro 05, 2004

As nossas balas

Esta manhá assistiamos atónitos e indignados a umha notícia francamente desagradável, realmente dramática. O Portal Galego da Língua era atacado por um hacker desaprensivo e a página desaparecia. Este hacker deixava umha mensagem, no que parecia espanhol de México, argumentando que a página era destroida em resposta de umha ofensa que, aparentemente,ele recebera das pessoas que gerem o PGL. É apenas um pretexto, claro. A imensa maioria dos hackers nom tenhem um motivo especial para escolher as suas presas, nem perseguem nengum horizonte em particular. O único que procuram é destroir, polo simples prazer que isto proporciona. Som vándalos, que pretendem canalizar um malestar ou umha rebeldia primários, claro que como som vándalos e nada mais, pois a sua capacidade destrutiva é muita, mas a sua capacidade para ganhar o respeito de ninguém é nula, a pesar de que sementam o caos, a confusom, e causam danos muitas vezes irreparáveis. O medo nom é respeito. Os vándalos investem as suas capazidades na destrucçom, mas som vistos pola imensa maioria da gente como indivíduos caricatura de ser humano. Pensam que som temidos rapazes maus, e som descerebrados aos que o poder deixa fazer, até que um dia se precissa um chivo expiatório.

A espécie de símio que atacou a página da AGAL jamais se atreveria a destroir a página de um banco ou de umha secta religiosa. Vai sobre seguro. Sabe que o mais provável é que, se ataca determinadas páginas, nom tenha nunca umha puniçom. Por isso as ataca. Estes que pedem compreensom estám a fazer da rede um espaço onde só poderám, com o tempo, desfrutar das avantagens de internet aquelas pessoas ou entidades que poidam pagar pessoal especializado. Um lugar elitista. Onde os que estejam com o pensamento maioritário e estabelecido jogarám com avantagem.

Afortunadamente, o servidor conservava cópias, o que permitiu recuperar na sua maioria os arquivos da página e os conteúdos. Esperemos nom levar nunca mais sustos como este, e desejo aos companheiros e companheiras da AGAL a melhor das sortes e muito ánimo no que fica de luita

A eles e elas lhes quero dedicar este poema. É umha letra da minha autoria, de um tema da banda de nu-metal
Meninh@s da Rua, da que fazia parte o meu irmao. Um canto à liberdade de expressom. Chama-se “As nossas balas”.


Informa-te na nossa frequência, escuita a
Dissidência, segue o caminho da insurgência,
Passa-te à resistência
Armada de ondas
Rebeldes e tinta libertada. A opressom combatida e derrotada
Com a palavra. Propaganda e repressom contra a nossa informaçom.
Nom dizemos a verdade, conquistamos a nossa parte de razom
Desafiando a marginalidade, replicando aos líderes de opiniom.
Contra-informaçom.. Livre expressom.
Contra-infomaçom,
Mercaderes da palabra,
Sicários do sistema
Contra a nossa voz
Alçada em espaços
Abertos onde segue acessa
A chama da oratória, das barricadas.
As nossas balas som ondas no vento.
Odiam as nossas ideias , às que nom despejaram
Odiam o nosso espírito, ao que nom destroiram.
Nom podem criminalizar-nos como a outros movimentos,
Odiam e morrem com a raiva
Porque as nossas balas som ondas no vento.

2 Comments:

At 6:30 PM, Blogger tecum said...

Grata pela informação de como encontrar mais poemas de Brais González. Tentarei ir lá, já de seguida.
Felizmente havia cópias, "as [...] balas [de] ondas no vento" podem continuar a fazer-se ouvir!
Abraço solidário.

 
At 7:48 PM, Anonymous Anônimo said...

Meu anjo estou correndo!!
Aquela corrida que vc bem conhece.... fico "off" no MSN, não dou muita atenção, com o coração apertado, das nossas lindas conversas qdo estava em São Carlos... só curtindo.
Me perdoe viu... é só este mês,... pelo menos espero que depois melhore... tenha mais calma.. rsrs
Beijos lindos... saudades de vc! Te adoro viu.

Sá - encantos

 

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